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Pesquisadores de Harvard, ligados ao hospital Mass Eye and Ear, anunciaram um avanço importante na forma de avaliar a gravidade do tinnitus (zumbido no ouvido), condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que não possui cura.
O estudo, publicado no Harvard Health Letter e liderado pelo Dr. Daniel Polley, identificou que expressões faciais e dilatação da pupila podem servir como biomarcadores para medir a intensidade dos sintomas.
“Queríamos pensar em outras regiões do cérebro que recebem estímulos sonoros, e nos voltamos para aquelas que regulam o estresse.”, explicou Polley, destacando que o tinnitus pode estar ligado a uma resposta exagerada do sistema nervoso ao som.
De acordo com a National Library of Medicine, mais de 740 milhões de adultos convivem com o zumbido, sendo que cerca de 120 milhões sofrem da forma severa da condição.
No estudo, cerca de 100 participantes entre 19 e 60 anos foram submetidos a diferentes tipos de sons. Pessoas sem sintomas só reagiram a áudios mais agressivos, enquanto indivíduos com tinnitus ou hipersensibilidade auditiva demonstraram reações físicas constantes, como movimentos faciais reduzidos e pupilas dilatadas, independentemente do estímulo.
Esses sinais foram usados para treinar um modelo de computador capaz de prever a gravidade dos sintomas com alta precisão. “Os sistemas nervosos simpáticos deles estavam sempre em sobrecarga. Até sons inofensivos eram tratados como possíveis ameaças.”, acrescentou Polley.
O objetivo é transformar essa descoberta em uma ferramenta acessível: um sistema de vídeo capaz de identificar os biomarcadores de forma simples, sem exames caros ou invasivos. “Uma coisa de que gosto muito é que os biomarcadores podem ser detectados sem testes incrivelmente caros ou invasivos. Nosso objetivo final é desenvolver uma plataforma de vídeo de acesso aberto, para que outros grupos possam usar essas medições.”, completou o pesquisador.
O avanço vem após outro estudo da mesma instituição, que anunciou progressos no tratamento da perda auditiva através da regeneração de células do ouvido interno.
Embora os tratamentos atuais ainda sejam limitados, a descoberta de uma forma objetiva de medir os sintomas pode abrir caminho para novos estudos, acompanhamentos mais precisos e futuras opções terapêuticas.


