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Monolink — produtor alemão, cantor-compositor e multi-instrumentista — retorna com seu terceiro álbum de estúdio muito aguardado, The Beauty Of It All. Lançado pela Embassy One, o LP de dez faixas é uma jornada profunda e íntima, que evita o espetáculo em favor da introspecção e da sinceridade emocional.
Em vez de buscar atenção, o álbum te atrai de forma discreta, com camadas sonoras ricas e entrega sutil. Escritas em grande parte durante um retiro, as músicas de The Beauty Of It All exploram o vai e vem entre alegria e dor, quietude e transformação. Mais do que um álbum conceitual clássico, soa como uma coleção de monólogos sonoros — cada um trabalhado com cuidado melódico e uma fusão precisa entre elementos orgânicos e eletrônicos.
Faixa a faixa: um mapa emocional

O álbum abre com ’Call of the Void’, um início espaçoso e melancólico que estabelece o clima da obra. A faixa trata do rescaldo emocional de um amor perdido, usando sintetizadores expansivos e vocais densos para criar um espaço onde o luto respira e se transforma. Essa devastação contida dá lugar à tensão diferente de ’Perfect World’, coescrita com Severin Kantereit, cujos ritmos quebrados e percussão glitch refletem o distanciamento da vida moderna.
Ao avançar, elementos familiares do som de Monolink aparecem de maneiras inesperadas. ’Powerful Play’ reconecta com suas raízes, misturando violão acústico e eletrônica rítmica, numa homenagem à energia híbrida dos dias em que tocava nas ruas de Berlim. Outras faixas, como ’Avalanche’ e ’In My Place’, remetem a momentos de entrega sonora: a primeira é uma construção paciente de sintetizadores vintage nascida de um jam, enquanto a segunda foi gravada em uma única tomada, abraçando imperfeições e capturando uma energia crua e espontânea.
O contraste segue em ’Mesmerized’, onde pulsos de bateria analógica sustentam texturas giratórias e melodias em espiral, formando um dos refrões mais marcantes do disco. A influência do Pink Floyd aparece em ’Promised Land’, faixa livre e onírica que se desenrola lentamente com percussões tocadas à mão e acordes espaçosos. ’Beacon’ traz os pés de volta ao chão com uma melodia de piano folk e um tom esperançoso.
Há também um sentimento de redescoberta: ’Phoenix’, originalmente criada anos atrás, foi reimaginada em sua forma analógica final — prova de faíscas criativas que não se apagam. O álbum encerra com ’Once I Understood’, que começa como uma balada clássica antes de se transformar em algo tipicamente Monolink: parte canção de ninar, parte reflexão existencial.
A destilação do som
Na última década, Monolink construiu um espaço único entre a cultura de clubes e os palcos de concerto. Seu debut Amniotic (2018) apresentou um som fluido entre gêneros, e Under Darkening Skies (2021) ampliou essa visão com tons mais sombrios e cinematográficos.
The Beauty Of It All soa como um momento de clareza — a destilação do que tornou sua obra tão ressonante globalmente. É menos sobre a grandiosidade e mais sobre o impacto profundo. Um álbum confiante em sua introspecção, carregado de sentimento e, acima de tudo, fiel à sua essência.

Datas da turnê europeia 2025
- 22 de outubro – Amsterdam, NL – Melkweg
- 29 de outubro – Gent, BE – De Vooruit
- 30 de outubro – Paris, FR – Elysée Montmartre
- 1 de novembro – London, UK – Brixton Academy
- 7 de novembro – Istanbul, TR – Volkswagen Arena
- 8 de novembro – Istanbul, TR – Volkswagen Arena
- 21 de novembro – Berlin, DE – Uber Eats Music Hall
- 28 de novembro – Barcelona, ES – Razzmatazz
- 30 de novembro – Madrid, ES – La Riviera
- 5 de dezembro – Hamburg, DE – Georg Elser Halle


